Um possível exemplo de título duplo para o artigo em questão seria: "Os primeiros dias da dita

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Nos últimos dias, um seguidor em minha única rede social fez uma pergunta sobre como a mídia reagiu ao golpe cívico-militar que completou 60 anos ontem e hoje. Exceto pela Última Hora de Samuel Wainer, a mídia aderiu totalmente à derrubada de Jango, transformando as manchetes em elogios. A única exceção foi o Correio da Manhã, que cobrou a renúncia do presidente em editoriais sucessivos, mas mudou de opinião nove dias depois, quando o primeiro ato institucional (ou constitucional) foi editado em 9 de abril. A complacência midiática foi calada, mas inspirou a jornalista Thereza Cesário Alvim a produzir um livro com textos antagônicos de duas dezenas do primeiro time do jornalismo e da intelectualidade, O Golpe de 64: A Imprensa Disse Não, editado em 1979 pela Civilização Brasileira. Convocou-se um imenso time de personalidades, desde Alceu Amoroso Lima, Antonio Callado, Otto Maria Carpeaux, Rubem Braga, Sérgio Porto, Otto Lara Resende, Carlos Heitor Cony, Barbosa Lima Sobrinho, Joel Silveira, Moacir Werneck de Castro, José Carlos Oliveira, todos molestados mais tarde por censores e outros esbirros da ditadura. Durante o golpe militar que os golpistas batizaram levemente de “revolução”, Otto Lara Resende preferiu chamar de “revolução de caranguejo” (por só andar pra trás) e também a galhofa semântica estava apenas começando. Até hoje, o regime golpista se refere ao putsch de 64 como “movimento” e eufemismos de cinismo comparável, como o recente pronunciamento de Braga Netto, que defende que o regime militar foi “um marco na evolução política do País”. Na verdade, foi só um março na involução política. Carlos Drummond de Andrade, em seus primeiros contatos com a quartelada, se encontrou por acaso com Carlos Heitor Cony em uma esquina da Avenida Atlântica, onde se espantaram com um grupo de recrutas que tentavam construir uma barricada de paralelepípedos contra uma eventual reação inimiga. Estava oficiosamente inaugurado o Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País). Drummond ironizou o besteirol “revolucionário” de forma obliqua, destacando a brevidade do texto do primeiro Ato Institucional, comparando-o ao da Constituição do Estado Novo, e louvando a concisão da redação com um "Salve o estilo!".
Imagem ilustrativa de um golpe militar no Brasil
Imagem ilustrativa de um golpe militar no Brasil

Como a mídia reagiu ao golpe de 1964?

A adesão da mídia à derrubada de Jango foi quase total, transformando as manchetes em elogios. A exceção foi o Correio da Manhã, que em primeira instância cobrou a renúncia do presidente, mas mudou de opinião nove dias depois. O apoio midiático foi tão significativo que chamou a atenção da jornalista Thereza Cesário Alvim, que produziu uma antologia chamada O Golpe de 64: A Imprensa Disse Não em que duas dezenas de personalidades expuseram suas opiniões sobre o assunto.

Qual foi a reação de Carlos Drummond de Andrade ao golpe?

Carlos Drummond de Andrade, através de encontros informais com Carlos Heitor Cony, satirizou o golpe militar. Conversando na Avenida Atlântica, observaram um grupo de recrutas construindo uma barricada de paralelepípedos. Drummond ironizou a bobagem "revolucionária" de forma obliqua, destacando a brevidade do texto do primeiro Ato Institucional, comparando-o ao da Constituição do Estado Novo, e louvando a concisão da redação com um "Salve o estilo!".

Como o regime militar se referiu ao golpe?

Até hoje, o regime golpista se refere ao putsch de 64 como “movimento” e eufemismos de cinismo comparável. Braga Netto recentemente defendeu que o regime militar foi “um marco na evolução política do País”. Na verdade, foi só um março na involução política.

Imagem ilustrativa de uma ditadura militar brasileira
Imagem ilustrativa de uma ditadura militar brasileira

Qual é o legado do golpe para o Brasil?

O golpe de 1964 inaugurou um período obscuro da história do Brasil, em que a população teve seus direitos civis e políticos cerceados. Além disso, o regime militar foi responsável por graves violações dos direitos humanos, como tortura, assassinatos e desaparecimentos de opositores políticos. O país passou por uma grave crise econômica e social nesse período, levando a um aumento da desigualdade e miséria em grande parte da população.

Como evitar a repetição de um golpe em nossa democracia atual?

É importante que a população fique atenta aos riscos e ameaças à democracia e participe ativamente do debate público e dos processos eleitorais. A sociedade civil organizada tem um papel importante na defesa da democracia, bem como a imprensa livre e atuante que tem o dever de fiscalizar e expor as ações dos governantes. Além disso, é fundamental que haja uma cultura de respeito à lei e às instituições democráticas, bem como um compromisso com a tolerância e o diálogo interno para evitar a polarização e o conflito social.

A palavra-chave para evitar a repetição de um golpe em nossa democracia atual é "vigilância". Precisamos estar vigilantes para que o Brasil não se repita.

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