Um plano pela metade nos institutos federais: Soluções para aprimorar a administração educacional

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Falta uma peça essencial na engrenagem montada pelo governo federal para ampliar a rede de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia em todo o Brasil: definir o que deseja de fato para o ensino técnico e profissionalizante. Os artífices dessa política precisam apontar com mais precisão qual o modelo de ensino e gestão que estamos construindo, algo que não se limite ao fetiche lulopetista por obras e instalações e resulte em ganhos efetivos de longo prazo para os estudantes e o País. Sem isso, os números eloquentes anunciados recentemente se converterão em meras promessas e peças de marketing para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão 100 novos campi de institutos federais, com expectativa de criar 140 mil vagas – a maioria em cursos técnicos integrados ao ensino médio. O governo prevê investir R$ 2,5 bilhões em novas unidades, além de R$ 1,4 bilhão em melhorias das unidades existentes, hoje com 656 campi.

Qual o modelo ideal para o ensino técnico e profissionalizante?

Vinda de um governo que se habituou a concentrar esforços em demasia na abertura de novas vagas nas universidades, como se fossem garantia de passaporte para o futuro dos nossos jovens, a notícia é especialmente bem-vinda: a expansão e a interiorização são dois eixos fundamentais para dar mais robustez ao ensino técnico e profissionalizante. Não se sabe ao certo, contudo, a natureza desse modelo, dúvida que se torna mais inquietante quando a vemos expressada até mesmo por quem acompanha o tema de perto. Foi o caso de Claudia Costin, reconhecida especialista em Educação, que em entrevista ao Estadão sugeriu com clareza: é hora de repensar o modelo do ensino técnico. Mesmo elogiando a iniciativa de expandir e interiorizar a rede, ela revelou a incerteza sobre o modelo vigente e apontou caminhos possíveis para correções de rota.

O que se espera do ensino técnico?

Antes de tudo, convém ao Brasil superar a ideia corrente segundo a qual o ensino técnico se destina a quem não faz faculdade, e que aqueles que estão fora das universidades pertencem a um grupo social menos privilegiado. Essa soma de preconceitos e equívocos gera problemas por todos os lados: aos ensinos superior, médio e técnico e, claro, aos próprios estudantes. Além disso, desvirtua uma premissa elementar: ingressar no ensino técnico não significa impedir a opção pelo ensino superior. Algumas das melhores experiências internacionais envolvem políticas conciliáveis.

Que modelo seguir para melhorar a gestão das unidades?

Duas palavras-chave costumam faltar no vocabulário educacional do PT: política pedagógica e gestão. Apesar de ambas causarem urticária no comissariado petista, o ministro Camilo Santana sabe de sua importância, pela experiência bem-sucedida do modelo adotado no Ceará na educação básica. Mas o que o governo de fato espera do ensino técnico? Cursos capazes de gerar maior empregabilidade? Atender a expectativas de muitos jovens de usar o ensino médio como uma forma de postergar a faculdade e, ao mesmo tempo, trabalhar na sua área, ganhando conhecimento prévio e renda? Ter formações pensadas a partir das demandas do setor produtivo? Estimular áreas relevantes, como tecnologia, a fim de reduzir os gaps existentes e aproveitar o potencial presente e futuro? Servir de trampolim para o ensino superior? Por outro lado, como planejar e aperfeiçoar a gestão das novas e atuais unidades? Haverá também professores com formação e expertise adequadas a essas demandas?

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Por ora, o que parece inquestionável é o desejo de expansão da rede e obras. Uma iniciativa positiva, insista-se. Mas longe de ser suficiente.

Reflita: Qual o impacto do ensino técnico bem estruturado para o desenvolvimento do país? Como podemos garantir a qualidade e eficácia do ensino técnico no Brasil? Comente suas opiniões, compartilhe este artigo e aprofunde esse importante debate. Agradecemos sua leitura!


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