"Opinião: A visita de Macron e seu impacto na relação entre Brasil e Venezuela" 或者 &qu

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A Política Externa do Brasil tem sido um tema em constante evolução. Recentemente, o país teve um reencontro com o Iluminismo, movimento filosófico que pregava a razão e a liberdade em oposição à superstição e à tirania. Emmanuel Macron, o presidente da França, esteve no país por três dias e percorreu sorridentemente com Lula os eixos estratégicos das relações Brasil-França. O presidente brasileiro aproveitou a oportunidade até para se desmarcar, ainda que timidamente, da ditadura venezuelana. Lula e Macron têm vários pontos em comum. Ambos enfrentam uma oposição autoritária, governam países amazônicos, recusam-se a alinhar com os EUA e detestam Jair Bolsonaro. Eles se comprometeram em Belém a investir 1 bilhão de euros em iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável nos próximos quatro anos na Amazônia brasileira e na Guiana Francesa. Isso é quase três vezes todo o Fundo Amazônia. A questão ambiental é um assunto importante para ambos os países, e a preservação da Amazônia é fundamental para a sobrevivência do planeta. No fórum empresarial Brasil-França, em São Paulo, Macron celebrou o aumento de 26% nos investimentos franceses no Brasil, ultrapassando o estoque de 40 bilhões de euros. Mais de 1.100 filiais de empresas francesas atuam no país e, com mais de meio milhão de contratados, os franceses são os maiores empregadores estrangeiros no Brasil. Entretanto, mesmo em um ponto prejudicial aos interesses do Brasil, a implosão do acordo Mercosul-União Europeia, os dois presidentes estão alinhados. Macron acredita no livre comércio, mas não encontra condições políticas para fazer frente ao protecionismo agrícola francês, explorado por sua rival Marine Le Pen. No entanto, Lula não acredita no livre comércio, protegendo indústria e serviços da competição externa há mais de 20 anos. Durante seu primeiro mandato, até torpedeou a criação da Área de Livre Comércio das Américas. Noutro lampejo, o presidente brasileiro abandonou o discurso contra a aquisição de armas, que o levou no passado recente a acusar Estados Unidos e Europa de terem interesse em fomentar a agressão russa contra a Ucrânia. “Queremos ter conhecimento para garantir a todos os países que querem paz que saibam que o Brasil estará ao lado de todos porque a guerra não constrói, a guerra destrói”, declarou. No entanto, é o poder de dissuasão, e não a retórica pacifista, que previne guerras. Em relação à aquisição de submarinos, o Brasil é o único país do Hemisfério Sul com capacidade de construir submarinos e tem cinco deles, fruto de parceria com a Alemanha, que compartilhou tecnologia. A construção de cinco submarinos, um dos quais com propulsão nuclear, com tecnologia francesa é uma parceria estratégica para a proteção da vasta e rica costa brasileira. Macron afirmou que potências pacíficas como França e Brasil têm que “falar com firmeza e força” caso não queiram ser “lacaios” de outras nações: “Nós temos a mesma visão de mundo. Rejeitamos um mundo que seja prisioneiro da conflitualidade entre duas grandes potências. E temos de defender nossa independência, nossa soberania e o direito internacional”. Macron é herdeiro de uma antiga tradição francesa, que preconiza um sistema de defesa europeu robusto e independente dos EUA. A França não faz parte da estrutura militar da Otan, mesmo sendo aliada. Enquanto isso, Lula parece ter entendido algo sobre a Venezuela e disse: “Não tem explicação jurídica, política, você proibir um adversário de ser candidato”, referindo-se à exclusão da candidata venezuelana Corina Yoris, que substituiu a verdadeira candidata impedida de disputar a eleição presidencial, María Corina Machado. Ambos os líderes concordaram que as potências pacíficas têm que falar com firmeza e força. A construção de parcerias estratégicas é fundamental na luta pela preservação do meio ambiente, defesa da soberania, independência e o direito internacional. A visita de Emmanuel Macron ao Brasil foi um passo importante na aproximação dos dois países. Brasil e França

Como as iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável podem beneficiar o Brasil?

Os investimentos em iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável podem ter diversos impactos positivos. A Amazônia brasileira é uma das maiores fontes de biodiversidade do mundo e desempenha um papel crucial na luta contra as mudanças climáticas. Portanto, a preservação da floresta impacta diretamente na qualidade de vida não apenas dos brasileiros, mas também de todo o planeta. O desenvolvimento sustentável é uma oportunidade de impulsionar a economia, criar empregos e promover o progresso social sem prejudicar o meio ambiente.

Qual a importância dos submarinos na proteção da costa brasileira?

O Brasil é um país vasto e rico em recursos naturais, porém, é necessário proteger sua costa dos desafios trazidos pelo mar, como o tráfico de drogas e armas, a pesca ilegal e outras atividades ilícitas. Os submarinos são armas estratégicas que oferecem maior mobilidade e eficiência na defesa da costa, além de ampliar a capacidade de monitoramento e detecção de possíveis ameaças. A parceria com países como a França e a Alemanha na construção de submarinos é uma oportunidade de desenvolver a indústria tecnológica e de defesa nacional, além de fortalecer a soberania do país.

Quais são os benefícios de se falar com firmeza e força para defender a independência e a soberania?

As potências pacíficas precisam falar com firmeza e força caso não queiram ser subjugadas por outras nações. A defesa da independência, soberania e do direito internacional é fundamental na luta contra tentativas de dominação econômica e política, além de garantir a proteção dos direitos humanos e da democracia. É importante que os líderes das nações busquem parcerias estratégicas que permitam o desenvolvimento socioeconômico dos seus povos, sem abrir mão da autonomia e da soberania de seus países.

Neste contexto, a recente visita de Emmanuel Macron ao Brasil foi um marco importante na evolução da política externa do país, que tem sido fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável, proteção da fauna e flora, fortalecimento da defesa nacional e na luta pela independência e soberania.

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