Opinião: "Água pura? Nunca mais!" - Os Perigos da Contaminação e Como Garantir a Qualidade

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Detentor de grande parcela da água doce disponível no planeta, o Brasil não faz por merecer essa dádiva poderosa. Polui suas águas. Enterra seus cursos d’água para ceder espaço aos automóveis. Conspurca os aquíferos. Destrói a mata, sem a qual não existe água.

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A irresponsabilidade é geral. Governo deixa de fazer sua parte no saneamento básico. Milhões de brasileiros sem água potável, muitos outros milhões sem esgotamento sanitário. Falta dinheiro para o que é essencial, sobra dinheiro para engordar Fundões Partidários e Eleitorais. Para manobras propiciadoras de um arremedo de governabilidade, para emendas propiciadoras de frágil coalisão.

Como a falta de conscientização afeta a preservação da água?

A perda de noção do que significa dispor de água doce é disseminada e contamina o mundo macro e o mundo micro. Quantos edifícios desta insensata verticalização chamada São Paulo não continuam a usar as mangueiras quais vassouras hidráulicas? Os profissionais de limpeza absorvem a cultura do “estou pagando”, para desperdiçar água – e indiscriminado uso de alvejantes, sabões, tudo aquilo que vai gerar a espuma venenosa em Pirapora do Bom Jesus – durante horas. Como se não houvesse concreta ameaça de vir a faltar o líquido mais valioso no século 21.

Quais são os impactos da poluição e destruição ambiental?

Uma sociedade que transformou o Tietê em podre condutor de substâncias químicas e excrementos, além de servir como coletor do descarte surreal de tudo o que poderia ser aproveitado se houvesse consciência ecológica ou logística reversa, não pode se considerar civilizada.

Onde estão as medidas de proteção e preservação da água?

Não faltam diretrizes normativas. O artigo 225 da Constituição da República já foi considerado a mais bela norma fundante produzida no século 20. O constituinte de 1988 foi audacioso e erigiu o nascituro como sujeito de direito fundamental de primeiríssima dimensão, aquele à sadia qualidade de vida, resultante de um equilíbrio ecológico adequado.

Prolífica legislação infraconstitucional oferece a qualquer esfera de governo o arcabouço necessário à tutela ambiental de que hoje o país se ressente. Falta é vontade política. E quando ela existe, atua exatamente no sentido da devastação, da extinção da cobertura vegetal, da cessão de espaços destinados a uma especial proteção estatal para todos os usos, a pretexto de uma discutível concessão a exigências sociais.

Brazil water Environmental pollution

Insensata conurbação paulistana é um exemplo claro do desapreço à natureza, notadamente à água. Os jesuítas escolheram o planalto porque Piratininga era provida de grandes rios e de centenas de afluentes e cursos d’água de variadas dimensões. Tudo foi sacrificado em nome do “progresso”, para receber asfalto a serviço do transporte emissor dos gases do efeito-estufa, que põem em risco a sobrevivência de qualquer espécie de vida neste planeta de crescente exaustão e vulnerabilidade.

O que mostram os estudos sobre a qualidade da água?

Onde a recuperação desses riachos, córregos e demais cursos d’água? Onde a restauração da mata ciliar? Onde a fiscalização e sanção aos maiores poluidores dos nossos rios?

Consta que o potencial do Aquífero Guarani já está comprometido. Seja pela infiltração de substâncias químicas no lençol freático, seja pela proliferação de poços artesianos clandestinos, hoje existentes em cada novo bloco edificado em solo paulistano.

Maiores problemas resultam de pesquisas realizadas por cientistas das Universidades Públicas em parceria com o Instituto Butantan. O biólogo e professor da USP Luís Schiesari realizou mapeamento inédito da vida e da qualidade da água na bacia do Rio Tietê. O uso intensivo de medicamentos é uma característica da cidade, com presença de compostos em diversas bacias hidrográficas.

Esses dados demonstram como a irresponsabilidade ambiental pode afetar diretamente a qualidade e disponibilidade da água, um recurso vital para toda a vida no planeta.

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Uma população que consome tantos remédios estaria a afetar as bacias hidrográficas da megalópole? Aquilo que poderia ser suposição ou mera suspeita, mostrou-se real. Constatou-se a presença de substâncias contidas em antidepressivos, agrotóxicos, drogas recreativas e vírus em cinquenta e duas pequenas bacias hidrográficas responsáveis pela existência, ainda que patológica, do sistema Tietê.

Como a população pode contribuir para a preservação da água?

A sociedade permanece inerte e não cobra do Estado, em suas múltiplas configurações, a observância do regramento que ele próprio promulgou e sancionou, acumpliciando-se com mau uso do dinheiro do povo, a vítima do descaso em relação à higidez da água. Nesse ritmo, logo se chegará à sua carência trágica. Água pura? Nunca mais.

Por isso, é crucial que cada indivíduo assuma a responsabilidade de proteger e preservar os recursos hídricos, adotando práticas sustentáveis e cobrando ações concretas dos órgãos públicos e privados. Somente com um esforço coletivo e consciente será possível garantir um futuro com água de qualidade para todos.

Agora é o momento de refletirmos sobre nosso papel na conservação da água e agir de maneira proativa para reverter os danos causados ao meio ambiente. Cada pequena ação faz a diferença, e juntos podemos promover uma mudança positiva em prol da preservação dos nossos recursos naturais.

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Por /Blog do Fausto Macedo


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