Novo ensino médio: Um avanço para a educação brasileira Entrevista com especialista: Tempo integral

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O aprendizado que veio dos erros e as correções feitas com a nova lei do ensino médio, aprovada nesta quarta-feira, 20, na Câmara, vão direcionar a educação brasileira para um caminho de mais qualidade, afirma o diretor de políticas públicas do Todos pela Educação, Gabriel Corrêa.

Por que a aprovação da lei é tão importante neste momento? Será possível implementar as mudanças nas escolas no próximo ano?

O Ministério da Educação acertadamente abriu a consulta pública no primeiro semestre do ano passado, mas foi um processo muito longo, de consolidar, de apresentar as propostas. Mas foi bom que a gente conseguiu avançar, e o Ministério da Educação, junto com a Câmara dos Deputados, conseguiu aprovar um texto neste primeiro semestre. É importante que ele tenha celeridade no Senado também para que as redes possam começar a operacionalizar essas mudanças e não ter mais atrasos e mais prejuízos para os jovens.

Como você avalia as principais mudanças realizadas?

Com os aprendizados da implementação que não deu certo e a correção do modelo que está sendo avançando no Congresso, nossa mensagem é de otimismo, de que o ensino médio brasileiro rume para o para um caminho de mais avanço de qualidade. O texto aprovado corrige um grave problema da reforma de 2017 que achatou muito a carga horária da formação geral básica.

E quanto aos itinerários formativos, que têm sido criticados por falta de consistência pedagógica?

São dois principais avanços nos itinerários. Um deles é de ter muita clareza que um itinerário precisa ser de aprofundamento de uma das quatro áreas do conhecimento, diferentemente de como se tinha antes, que era um arranjo curricular, não dizia a palavra aprofundamento.

As escolas terão tempo suficiente para implementar os novos itinerários?

A grande vantagem é que geralmente o 1° ano do ensino médio é um ano com muito menos carga horária de itinerário formativo. Então o grande esforço é para o ano seguinte. No ano que vem é reorganizar a formação geral básica, que não terá muita novidade.

Como você vê o incentivo ao ensino em tempo integral nesse novo modelo?

Nesse modelo que está sendo desenhado para o ensino médio brasileiro, que tem uma parte comum e uma parte flexível, visando uma expansão do ensino técnico, a qualidade é realmente viabilizada em escolas de tempo integral.

Espero que tenha gostado da análise e reflexões sobre as mudanças no ensino médio. Fique à vontade para deixar seus comentários e sugestões abaixo. Obrigado por ler!


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