PL quer se mostrar inabalável em ato de Ramagem com Bolsonaro Moraes tira figurões do palanque

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e o PL querem se mostrar inabaláveis no evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Alexandre Ramagem à Prefeitura do Rio neste sábado, 16. No entanto, o palanque expõe as atribulações causadas pelas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Figurões da legenda não poderão comparecer ao ato, pois estão impedidos pela Justiça de se comunicar. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, é um dos medalhões que não estarão presentes na quadra da escola de samba Mocidade Alegre de Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. O ministro do STF Alexandre de Moraes proibiu os investigados no inquérito sobre a tentativa de golpe de se comunicarem. Como Bolsonaro estará no ato, Valdemar não poderá participar.

Muitas ausências importantes no evento

O mesmo vale para o general Walter Braga Netto, que chegou a ser cotado para disputar a prefeito do Rio e busca fincar o seu nome entre eleitores da cidade. O único político do PL que não deve participar do evento por escolha própria é o senador Romário. Ele teve atritos durante as negociações para escolha do candidato à Prefeitura neste ano. O partido espera que todos os senadores, deputados estaduais e a maioria de seus deputados federais compareçam ao evento.

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Como o partido tenta minimizar as divergências internas?

O lançamento da candidatura de Ramagem deve unir o clima de comício eleitoral com o de manifestação “em defesa da liberdade”, como ocorreu há três semanas na Avenida Paulista. As divergências internas e o cerco cada vez mais intenso da PF em relação a Bolsonaro e seus aliados é minimizado por integrantes do partido. “Amanhã é o lançamento da pré-candidatura do nosso querido Ramagem. O PL está unido, está forte e a gente vai vencer porque é exatamente isso que é o principal: a gente estar unido”, disse o senador Carlos Portinho.

O que esperar das eleições municipais?

“Esse lançamento da candidatura do Ramagem é justamente uma tentativa de ignorar o que está acontecendo e manter a militância bolsonarista engajada. Querem mostrar que está tudo bem e que vão chegar fortes para as eleições municipais deste ano. Mas a realidade é diferente”, avaliou Caio Barbosa, cientista político e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP).

A polarização em torno de Bolsonaro, as alegações de fraudes nas eleições e os desdobramentos das investigações certamente terão impacto no cenário político das próximas eleições. As incertezas e divisões dentro do partido PL podem influenciar o desempenho do candidato à Prefeitura do Rio.

Como as revelações recentes afetam a campanha?

Nesta sexta, os investigados no Supremo ficaram mais expostos. Moraes derrubou o sigilo dos depoimentos concedidos por 27 civis e militares ligados ao governo Bolsonaro. Os depoimentos divulgados por Moraes mostram, por exemplo, que Valdemar relatou à Polícia Federal (PF) ter sido pressionado por Bolsonaro e deputados do partido a entrar com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar o resultado do segundo turno das eleições de 2022. “Nunca foi apresentado nada consistente”, reconheceu o político.

O desenrolar desses eventos certamente terá impacto nas estratégias eleitorais do PL e de Bolsonaro, podendo gerar mais controvérsias e instabilidades na corrida eleitoral no Rio de Janeiro.

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