Dívida por dívida: brasileiros recorrem a empréstimos para liquidar débitos antigos Solução financei

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O endividamento dos brasileiros é um tema que tem ganhado cada vez mais destaque na mídia. Segundo um estudo da fintech de crédito Creditas, o brasileiro hoje precisa se endividar para conseguir pagar as dívidas. O principal motivador para as pessoas contratarem novos empréstimos é liquidar seus outros débitos. A opção foi assinalada por 34,4% das pessoas que responderam a pesquisa. Outros 3,4% dos mais de 16 mil respondentes assinalaram que contratam empréstimos com o objetivo de usar esse dinheiro para refinanciar outras dívidas. A pesquisa da Creditas foi realizada com os funcionários de empresas parceiras. E quase 68% das pessoas que responderam o questionário já fizeram empréstimos com alguma instituição financeira. Considerando apenas esses funcionários, a Creditas tem um perfil de cliente que vê seu produto como um veículo para troca de uma dívida por outra. Embora o público do levantamento não espelhe a realidade de toda a população brasileira, a pesquisa joga luz sobre um segmento dela, os trabalhadores do setor privado. Entre os quais, o nível de inadimplência estava em 3,19% em dezembro de 2023, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central. Porém, no quadro geral de superendividamento no país, os efeitos são mais graves. Em dezembro passado, mais de 71 milhões de pessoas (41% da população adulta no Brasil) estavam em situação de inadimplência, de acordo com dados da Serasa. Além disso, o salário médio do brasileiro não acompanhou o aumento dos preços em 2023, e o acesso a crédito no mercado segue restrito. As taxas de juros em linhas de crédito para pessoas físicas nos grandes bancos subiram, ainda que a Selic tenha saído de 13,75% ao ano para os atuais 10,75% ao ano. E isso se explica por dois fatores do mercado: elevação da inadimplência nas carteiras de crédito dessas instituições, e redução da oferta de crédito.

Qual é o perfil dos endividados no Brasil?

Diante desse cenário, a busca por se reorganizar financeiramente é como o castigo de Sísifo. Ou seja, o esforço de economia precisa ser suficiente para honrar os compromissos de pagamentos e compensar a perda de poder aquisitivo. Quando isso se torna impossível, muitas pessoas caem em uma espiral de endividamento. Para contornar a inadimplência no mercado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) em conjunto com o Banco Central (BC) anunciou medidas, em dezembro passado, para combater o avanço da inadimplência no mercado. A primeira medida foi fixar um teto de 100% para a cobrança dos juros no rotativo do cartão de crédito (válido apenas para as dívidas contraídas a partir de janeiro deste ano). A sequência foi determinar que as instituições financeiras adotem medidas de educação financeira direcionadas a seus clientes pessoas físicas e jurídicas. A saúde financeira tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas. Questionados sobre como o descontrole das contas afeta sua saúde, respondentes apontaram o desenvolvimento de quadros de ansiedade (38,2%), estresse (24,8%), tristeza (18,2%) e até depressão (9,2%). Para a maior parte dos respondentes da pesquisa da Creditas, o principal objetivo neste ano é conseguir pagar as dívidas (27,9%). Em conclusão, a situação financeira ruim está diretamente ligada à qualidade de vida das pessoas, e a busca por educação financeira é essencial para mudar essa realidade. É necessário que as instituições financeiras adotem medidas direcionadas e com linguagem acessível, para que os clientes possam tomar decisões conscientes do que estão contratando e que riscos estão correndo. E de maneira complementar, a população precisa de medidas que facilitem a economia e o equilíbrio financeiro, para que a oferta de crédito seja mais adequada e o pagamento fique confortável para o cliente. Imagem relacionada com finanças.

Por que o brasileiro se endivida?

A pesquisa da Creditas mostra que o principal motivo para as pessoas contratarem novos empréstimos é liquidar suas outras dívidas. E isso se deve a inadimplência e a dificuldade para conseguir crédito. O brasileiro precisa se endividar para conseguir pagar as dívidas e manter sua qualidade de vida, além de ter um acesso restrito a crédito. Imagem relacionada com cartões de crédito.

Como a educação financeira pode ajudar?

A educação financeira é essencial para mudar essa realidade. É necessário que as instituições financeiras adotem medidas direcionadas e com linguagem acessível, para que os clientes possam tomar decisões conscientes do que estão contratando e que riscos estão correndo. A população precisa aprender a poupar mais e a escolher melhor os produtos financeiros para não cair em armadilhas. O acesso a informações claras e didáticas é um passo fundamental. Imagem relacionada com dinheiro e economia.

Quais são as medidas para combater a inadimplência?

O Conselho Monetário Nacional (CMN) em conjunto com o Banco Central (BC) anunciou medidas, em dezembro passado, para combater o avanço da inadimplência no mercado. A primeira medida foi fixar um teto de 100% para a cobrança dos juros no rotativo do cartão de crédito (válido apenas para as dívidas contraídas a partir de janeiro deste ano). Na sequência, determinou-se que as instituições financeiras adotem medidas de educação financeira direcionadas a seus clientes pessoas físicas e jurídicas. Imagem relacionada com empréstimos e dinheiro.

Conclusão

A situação financeira das pessoas está diretamente ligada à qualidade de vida e saúde mental das mesmas. O endividamento dos brasileiros é um tema que tem ganhado cada vez mais destaque na mídia e, por isso, a busca por educação financeira é essencial para mudar essa realidade. A oferta de crédito precisa se adequar ao poder aquisitivo da população e as instituições financeiras precisam adotar medidas de educação financeira, com linguagem acessível e didática, para que os clientes possam tomar decisões conscientes. A educação financeira é um passo imprescindível para uma vida financeira saudável e equilibrada.

Fonte: valor.globo.com

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Por /Beatriz Pacheco


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