Erro de árbitro no Paulistão Resulta em Título Compartilhado entre Portuguesa e Santos de Pelé; Rele

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O último título de Pelé com a camisa do Santos foi dividido com a Portuguesa. Adversários nas quartas de final do Paulistão 2024, santistas e rubro-verdes se encontraram poucas vezes nos últimos anos, mas têm extenso histórico de confrontos e protagonizaram a final mais peculiar já vista no Estadual, em 1973. Um erro do árbitro Armando Marques na contagem dos pênaltis, a sagacidade dos dirigentes da Lusa e um acordo entre os clubes levaram a decisão ao inusitado desfecho de ter dois campeões.

A partida, disputada no dia 26 de agosto de 1973, no Morumbi, terminou em empate sem gols no tempo normal e continuou sem alteração no placar durante a prorrogação. Por isso, foram necessárias as penalidades. Nas duas primeiras rodadas, o Santos, que começou batendo, parou no goleiro Zecão após a cobrança de Zé Carlos e foi à rede com Carlos Alberto. Já a Portuguesa teve os chutes de Isidoro e Calegari defendidos por Cejas.

Por que o árbitro encerrou a disputa de pênaltis antes do tempo?

Edu converteu o terceiro pênalti santista e, em seguida, Wilsinho colocou a terceira batida da Lusa no travessão. O placar ficou 2 a 0 a favor do time do litoral, mas restavam duas rodadas de cobranças, portanto ainda havia chance de os rubro-verdes alcançarem o empate. Armando Marques, contudo, encerrou a disputa após a penalidade desperdiçada por Wilsinho. Naquele momento, o Santos era campeão paulista.

“Eu não culpo tanto o Armando, eu culpo em parte o Pelé”, conta Basílio, o Pé-de-Anjo, meia da Portuguesa na final de 1973, ele entende que a reação intensa do Rei do Futebol após o pênalti perdido contribuiu para o árbitro errar a contagem. “Porque, quando nós perdemos o pênalti, o Pelé sai vibrando e aí o Armando dá como encerrada a partida. Pega a bola e levanta”, explica.

Último título do Campeonato Paulista conquistado por Pelé deu-se em 1973

Erro admitido e reunião nos bastidores

Causador do caos no Morumbi, Armando Marques, que morreu em 2014, admitiu que cometeu “um erro de contagem, não de direito”, em entrevista duas horas após o jogo, e se justificou. “Vocês lembram que parei o jogo para afastar os repórteres que estavam atrás do gol de Cejas, durante a prorrogação. Tive que esvaziar o campo para as cobranças, reunir os jogadores e ainda controlar as cobranças. É muita coisa para uma pessoa só. Além disso, decidir uma partida por pênaltis é só em pelada de praia. Um horror”.

A decisão trouxe um pouco de decepção aos santistas, inclusive para Pelé, que estava disposto a continuar as cobranças para resolver o imbróglio. “Era nosso cobrador de pênalti, ele tinha inventado a paradinha, estava fazendo sucesso total no campeonato. E era quase certeza de bola no barbante, mas ele ficou realmente decepcionado”, diz Pepe, que precisou conversar com o elenco para que eles assimilassem melhor a divisão do título.

O juiz Armando Marques admitiu que errou a contagem dos pênaltis

Santos comemora no campo e Lusa no ônibus

A notícia chegou aos jogadores da Portuguesa dentro do ônibus, já a caminho do Canindé, a cerca de um quilômetro do Morumbi, pelo que se lembra Basílio. Campeões, os jogadores se abraçaram e vibraram intensamente. O verdadeiro desejo, contudo, era de ter a chance de decidir em campo. “Ficou aquele gostinho porque nós, jogadores, queríamos que tivéssemos outra partida, nós pedimos que tivesse outra partida. Mas não se teria tempo hábil para se fazer uma nova partida. Porque durante a semana já começaria o Campeonato Brasileiro”, afirma o ex-meia.

Para o ex-jogador da Lusa, o título não perde nada em importância por ter sido dividido. “Lavamos as mãos, então levanta o braço dos dois, os dois são campeões”, afirma. Pepe também valoriza a conquista com o Santos, até porque foi seu primeiro título como treinador. “Foram momentos de alegria. Voltamos para Santos e houve festa, houve comemoração. O título foi dividido, mas grande parcela era do Santos Futebol Clube”.

Foi no meio de toda aquela confusão que Pelé, então com 32 anos, celebrou seu último título com a camisa do Santos e um dos últimos de sua carreira. Em 1974, foi para os Estados Unidos defender o Cosmos, clube pelo qual foi campeão da North American Soccer League, em 1977, ano em que se despediu dos gramados.

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