CPI contra o padre Júlio Lancellotti: votação apertada no plenário da Câmara de SP

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O requerimento recente para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo, visando investigar o padre católico Júlio Lancellotti, está enfrentando resistência para ser aprovado em plenário. Apesar do apoio do presidente da Casa, Milton Leite, o autor da CPI, Rubinho Nunes (União Brasil), está buscando apoio nos gabinetes dos vereadores.

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Qual é o escopo da nova CPI e por que visa diretamente o padre Júlio?

O parlamentar alterou o objetivo da CPI, que inicialmente era analisar ONGs atuantes na Cracolândia, para investigar o padre Júlio, responsável pela Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo. O novo requerimento busca apurar possíveis violações à dignidade da pessoa humana, especialmente crimes contra a liberdade sexual e abusos cometidos contra pessoas em situação de rua e vulnerabilidade.

Por que o novo requerimento enfrenta resistência e quais são os desafios para sua aprovação?

Embora conte com o apoio de 19 vereadores, ainda faltam 9 votos para alcançar a maioria necessária de 28 vereadores para instalar a CPI. Há receio entre os parlamentares de se envolver em uma polêmica com um sacerdote católico e questionamentos sobre a prioridade dessa CPI em relação a outras propostas na fila de deliberação.

Como o autor da CPI está tentando obter apoio?

Rubinho Nunes está fazendo um trabalho de convencimento corpo a corpo, buscando apoio principalmente em outras bancadas, como PSDB, PSD e MDB. Ele acredita que a instalação da CPI é apenas uma questão de tempo e planeja garantir o apoio necessário nas próximas semanas.

CPI contra padre Júlio Lancellotti enfrenta resistência na Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Werther Santana / Estadão
Autor do pedido de CPI, Rubinho Nunes (União Brasil) alega que instalação é apenas questão de tempo. Foto: Richard Lourenço/Câmara Municipal de SP

Riva garante ainda que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) não tem nenhuma ingerência na pauta e a decisão cabe exclusivamente aos vereadores. Em janeiro, o emedebista teve um encontro com o padre Júlio Lancellotti na sede da prefeitura. Nunes também já declarou publicamente que, se fosse vereador, não seria a favor de uma CPI para investigá-lo. “Não me sentiria confortável em fazer qualquer tipo de investigação contra um sacerdote que a gente vê só fazer o bem para as pessoas, dedicar sua vida para poder ajudar o próximo.”

Para o autor da CPI, a abertura do colegiado é apenas uma questão de tempo. “A dificuldade é que pelo período em que estamos, porque não se encontra, às vezes, os vereadores na Casa, e a assinatura é física, feita no papel. Acaba demorando um pouco por isso, mas acho que em uma ou duas semanas isso vai estar resolvido”, planeja Rubinho.

O empenho estaria justamente em convencer parlamentares de PSDB, PSD e MDB, além de garantir a totalidade do apoio do Republicanos e dentro do seu partido, o União Brasil. A oposição, por outro lado, acredita que a CPI pode não vingar e reforça que não há garantia da presença de todos os parlamentares no plenário, o que coloca a aprovação sob risco em um cenário mais equilibrado.

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Concluindo, a CPI contra o padre Júlio Lancellotti na Câmara Municipal de São Paulo enfrenta desafios para sua aprovação, com a necessidade de garantir apoio suficiente dos vereadores e superar resistências. A decisão final irá impactar não apenas o desenrolar da investigação, mas também a relação entre os vereadores e a temática sensível envolvida. Como será o desfecho desse embate político e qual será o impacto na comunidade?

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